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Caminhada “A Revolta do Arco-íris”

Caminhada “A Revolta do Arco-íris”

texto Claudio Bueno e João Simões fotos Carol Godefroid

“Hamba Kahle Mkhonto Mkhonto Mkhonto we Sizwe Hamba Kahle Mkhonto Mkhonto Mkhonto we Sizwe”1

Como parte da oficina “A Revolta do Arco-íris”2, liderada pelo grupo sul-africano Umlilo & Stash Crew, caminhamos por ruas do centro da cidade de São Paulo, até o Cemitério da Consolação, onde encontra-se o jazigo de Andréa de Mayo, ativista dos direitos de travestis e transexuais. Morta em 2000 por complicações posteriores a uma cirurgia para retirada de silicone industrial de seu corpo, a ativista foi impedida de ser sepultada no mesmo jazigo de sua família, sendo então acolhida em outro espaço, cedido pelo amigo e guia espiritual Walter Alegrio – ou Pai Walter de Logun Edé. Até 2016, somente seu nome de registro constava em sua lápide, quando, por iniciativa do Serviço Funerário do Município de São Paulo, houve a retificação e o acréscimo da placa doado pelo professor e arquiteto Renato Cymbalista, que passou a apresentar seu nome social3.

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Acronymia em São Paulo

Acronymia em São Paulo

projeto da residência de Jean François-Prost

texto Raphael Daibert

“Esses novos acrônimos serão em defesa das causas marginais, de atitudes de vidas urbanas alternativas. A ideia é que reflitam a precariedade ou a ausência de alguma particularidade nos espaços públicos, subvertendo uma marca ou sigla de uma empresa lucrativa (como KFC, CVC etc). É criar um espaço de novas siglas e acrônimos que defendam diferentes direitos na cidade”. Assim Jean-François Prost, artista canadense proveniente do Québec começa a explicar seu processo de pesquisa em São Paulo, durante uma residência de três meses em 2016 com a plataforma Lanchonete.org, dentro do programa Cidade Queer.

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Cuiaba

Cuiaba

ZINECUIABA-Sobrecapa

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Clique aqui para fazer o download do jogo americano “Astros do Baguncinha”, lançado np evento “na cidade” em 9 de abril, na SP-Arte.

Download a ‘jogo americano’ from the April 9th SP-Arte ’na cidade’ event, Astros do Baguncinha.

Similar to the Quito (Ecuador) edition, Cuiabá is an offshoot of Queer City, which had a focus in São Paulo. The zine was conceived by George Ferraz and illustrated by PogoLand, both Cuiabanos living in São Paulo.

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Laboratório gráfico queer — cartazes

Laboratório gráfico queer — cartazes

O cartaz acima foi produzido a partir das frases do Freud sobre o conceito de “uncanny”, estranho familiar, e utilizando, como base, as palavras análogas a queer, levantadas e discutidas durante os encontros do laboratório gráfico desviante.

 

palavras análogas

estranho, divergente, disruptor, imigrante, diferente, invertido, esquisito, perturbador, irreconhecível, menor, cuír, ativista, libertino, marginal, apartado, inoportuno, torto, desavergonhado, alheio, meliante, degenerado, inquietante, impertinente, anormal, esquivo, excêntrico, ermo, singular, assaltante, desviante, imigrante, diferente, invertido, esquisito, irreconhecível, anômalo, anormal, atípico, bizarro, defeituoso, deformado, desviado, duvidoso, errado, esdrúxulo, estapafúrdio, estrangeiro, estropiado, excêntrico, excepcional, exótico, extraordinário, extravagante, grosseiro, imperfeito, inabitual, incomum, indecente, infrequente, intruso, irregular, mal-acabado, oblíquo, refugiado, sem-vergonha, tosco, traiçoeiro, transviado, vagabundo

   

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Explode! Residency: Programação

Explode! Residency: Programação

Programação pública / Public Program

Entre os dias 23 de agosto e 02 de setembro, a Explode! Residency realizará, além dos encontros fechados entre os residentes, uma série de atividades abertas. Confira a agenda, programe-se e esteja conosco!

Todos os eventos são gratuitos e acontecerão na casa da residência, localizado na Rua Itamar Torino, 73, Vila Alzira (conhecida como Vila Nova York).

 

Resumo da programação

23 de agosto, cinema, às 19h, “Meu Amigo Cláudia”, de Dácio Pinheiro, seguido de conversa com Aretha Sadick e Duda Babaloo 25 de agosto, projeções e falas, às 19h, Corpos e Periferias, com Renata Martins, Ezio Rosa e Jota Mombaça 26 de agosto, das 10h às 12h, gravação de video-performance, seguida de conversa com a artista Juliana Santos e sua avó 27 de agosto, a partir das 13h, almoJANTA #7 – comida queer, cidade queer. 27 de agosto, das 10h às 21h, Mostra Explode! Queer Rap – Exibição de videoclipes de músicos que tem se mesclado à cena do rap (frequentemente machista e lgbtqfóbica), redesenhando esse circuito. Esses rappers, localizados em diferentes partes do mundo, criaram hoje um novo contexto que tem sido reconhecido, ainda que não completamente delimitado, como Queer Rap. 27 de agosto, das 11h às 13h, Fala “Semana da Visibilidade Lésbica”. Organizada por Camila Furchi, a fala irá acontecer na Unidade Móvel do Centro de Cidadania LBGT Laura Vermont, estacionada em frente à casa. 27 de agosto, a partir das 15h, Introdução à cultura ball norte americana com Michael Roberson, seguido de workshop de waack, vogue e stiletto com o Legendary Pony Zion (NYC), Felix Pimenta, Danna Lisboa, projeto Diana e convidados. No som: Tiago Guiness. 28 de agosto, Batalha Explode! de vogue, com Pony Zion, Felix Pimenta, Danna Lisboa, projeto Diana (Danila Bustamante, Flávio Franzosi e Tiago Guiness) e demais convidados. Essa programação estará aberta a todxs xs interessadxs nas batalhas! Esteja preparadx! 29 de agosto, às 15h, Conversa: “Trânsito”, com Pierre-Michel, Jean;  “Não vamos obedecer”, com Daniel Lima e “Afrotranscendence”, com Diane Lima 30 de agosto, às 15h, Debate: Políticas Queer, com Cadu Oliveira/Revolta da Lâmpada, Elvis Stronger/Família Stronger, Camila Furchi e Salete Campari/Centro de Cidadania LGBT de São Miguel Paulista e Elida Lima (Cursinho Popular Transformação e #partidA) 30 de agosto, às 19h, “São Paulo em Hi-Fi”, do diretor Lufe Stefen 31 de agosto, às 15h, Apresentação dos processos de VESTIRCORPONÚ = EXPLOSÃO, de Aretha Sadick e convidados. 01 de setembro, às 17h, Conversa, Propostas para uma Pedagogia Queer, com Tainá Azeredo, da Intervalo-Escola; Michael Roberson, do coletivo Ultra-red; Eda Luiz, do CIEJA Campo Limpo; e Shawn Van Sluys, falando sobre Free Home University. 02 de setembro, 12h, Performance de encerramento, com Bruno Mendonça

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Explode! Residency: Residentes

Explode! Residency: Residentes

Entre os dias 23 de agosto e 2 de setembro acontecerá a Explode! Residency. Conheça abaixo os artistas, performers, educadorxs, dançarinxs e agentes culturais que integrarão a residência.

Between August 23rd and September 2nd will happen the Explode! Residency will take place. See below the artists, performers, educators, dancers and culture makers who will be part of the residency.

 

Aretha Sadick

 

 

caduoliveira_revolta4Cadu Oliveira – MBA em Gestão de Pessoas pela Anhanguera, formado em Marketing e Vendas pela Universidade Anhembi Morumbi. Com Iniciação em CNV( comunicação não violenta, com Sandra Caselato e Yuri Haasz -julho de 2015) e Justiça Restaurativa(desde maio desse ano com Mônica Mumi). Faz extensão para a Formação para Educadores: Coordenação de Grupos de Juventudes( desde de agosto desse ano com Helena Lucchino). Envolvido em ações de voluntariado desde 1996, hoje militante no coletivo Revolta Da Lâmpada e no Grupo Cume. Também fez parte da produção da 1ª Conferência [SSEX BBOX]/Mix Brasil. Mediou e compôs  mesas de debate sobre Diversidade Sexual e de Gênero na USP( Faculdade de Educação), Casper Líbero, Fesp e UNIP.No Festival Afreaka mediou uma mesa sobre a interseccionalidade entre negros e LGBTs com participação de Ezio Rosa do Bicha Nago e de Fauzia Mangóre do Lambda Mozi(Moçambique). Compôs as mesas de Divulgação da Crowdfunding para realização do documentário Eu_JeanWyllys, sobre vídeo ativismo e feminismos. Ministrou oficinas nas ocupações secundaristas de Jundiaí e região usando o documentário Vozeria como mote para a discussão de gênero e sexualidade. Participou da semana da Juventude em Jundiaí com o tema #SomosTodosDiferentes, falando sobre as diferentes opressões ligadas ao gênero, etnia, sexualidades e classe. Conselheiro de Cultura LGBT da Secretaria de Cultura de Jundiaí.

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Janta #5 TRANSarau + Queerdrilha

Janta #5 TRANSarau + Queerdrilha

A Janta deste mês celebra a cultura tradicional brasileira, questionando as concepções de gênero tão enraizadas em nossas celebrações. O binarismo de gênero é facilmente identificável nas vestimentas (camisa e calça jeans para os homens, e vestidos e trancinhas para as mulheres) e até nas danças propostas (o casamento entre um casal heterossexual, comandado por um padre da religião católica). A Janta “TRANSarau Julino + Queerdrilha” quer mostrar que existem outros modos de vida e outras celebrações possíveis dentro de nossos ícones tradicionais.

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Projeto CABINE - cineclube Aurora

Projeto CABINE - cineclube Aurora

O espaço .Aurora e o programa Cidade Queer têm o prazer de receber o projeto CABINE dos artistas Bruno Mendonça e Natalia Coutinho. Dias 30 de Junho, 7 e 14 de Julho, 20-23 hrs no Aurora e 21 de Julho, 19-23 hrs durante o Janta no Casarão do Belvedere.

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Laboratório gráfico queer — encontro 4

Laboratório gráfico queer — encontro 4

IMG_6035No quarto encontro levantamos a questão da normatividade nas publicações. Para além do problema das fronteiras das línguas e traduções, é possível superar a dicotomia forma X conteúdo? Projeto X processo? Como desnormatizar as operações e decisões editoriais e de design gráfico? Como desviar dos estabelecidos cânones? Cada integrante levou exemplos de publicações que de alguma forma abordam as margens e interceções entre conteúdo e forma. Pensar a estrutura de um livro em projeto editorial é tratar da forma do projeto. A forma não é apenas vinculada ao design mas também a escolhas e decisões editoriais. O design por vezes traz um excesso que confunde ao invés de ressaltar e trabalhar no mesmo sentido do conteúdo. No caso de uma publicação que questione os cânones tanto das normas da língua, quanto editoriais e de desenho gráfico, como orquestrar o projeto para além dessa dicotomia forma X conteúdo? É possível superar essa forma binária de entendimento de um projeto?

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Laboratório gráfico queer — encontro 3

Laboratório gráfico queer — encontro 3

No terceiro encontro o incômodo com a tradução ou não-tradução do termo queer acabou sendo amenizado com a solução de palavras análogas que podem percorrer um texto. Para substituição da palavra “queer” pelas análogas/sinônimos, Thiago Hersan, o garoto de programação do grupo, desenvolveu um plugin para o browser Google Chrome onde é possível inserir palavras quaisquer no box de opções e em seguida automaticamente as palavras “queer” que aparecerem nas páginas do browser serão substituídas pelas novas escolhas de palavras vizinhas ou análogas. A extensão sorteia uma palavra diferente toda vez que o browser encontra a palavra “queer”. Para ver e modificar a lista de palavras é só clicar em “options”, clicando no ícone que fica no canto superior direito (ver foto).

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Laboratório gráfico queer — encontro 2

Laboratório gráfico queer — encontro 2

Screen Shot 2016-06-05 at 7.19.03 PMO segundo encontro se inicia com a retomada da questão da tradução do termo queer e o problema das línguas latinas referente ao gênero.

Abordar queer para além da questão de gênero e sexualidade é trazer de volta suas raízes etimológicas/históricas? Tudo o que não se encontra em definitivo, categorizado, catalogado, é queer? O artista-ornitorrinco. O ciborgue, awkward, unheimlich (o estranho familiar, inquietante, ameaçador). Mais interessante talvez do que a tradução do termo seria fazer uma lista de palavras análogas para dar conta de queer enquanto conceito que queremos abordar no Laboratório e no projeto Cidade Queer.

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Laboratório gráfico queer — encontro 1

Laboratório gráfico queer — encontro 1

No primeiro encontro do Laboratório problematizamos a questão da normatividade e padrões de representação predeterminados. Tomando como ponto de partida alguns exemplos, como uso de cores para diferenciar sexo e tipografias pré-estabelecidas em sinalização urbana e softwares, cada integrante foi trzendo um pouco de sua experiência. Seria possível fugir da normatividade sem impor ou estabelecer uma nova norma? Talvez o único meio a partir do qual pode representar sem se basear em pré-definições seria a própria voz. A escrita com próprio punho. A autorepresentação.

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Arte e feminismos no combate ao autoritarismo

Arte e feminismos no combate ao autoritarismo

O evento “Arte e feminismos no combate ao autoritarismo” foi um encontro para discutir possibilidades políticas e conexões afetivas em tempos difíceis, com foco na arte e feminismos como campos de resistência e diversidade. A programação teve a participação de ativistas, feministas, pesquisadoras, artistas e editoras, e o apoio do programa Cidade Queer (Lanchonete.org e Musagetes) e Jornal de Borda.

Além das três mesas de debate houve lançamentos do Jornal de Borda 3 e Ensaio 6 – “Por que não houve grandes mulheres artistas?” de Linda Nochlin, no .Aurora.

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Janta #4 - O queer na tecnologia

Janta #4 - O queer na tecnologia

Nesta edição de "Janta - Comida Queer, Política Queer" o tema a ser tratado é o na tecnologia. Discussões e trocas de experiência sobre a temática aconteceram informalmente ao redor da mesa.

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Janta #3 - O feminismo

Janta #3 - O feminismo

O encontro “Janta – Comida Meliante, Política Meliante” desta edição teve como tema o feminismo. Discussões e trocas de experiência sobre a temática se deram de forma tranquila ao redor da mesa.

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Janta #1 - O queer e o urbano

Janta #1 - O queer e o urbano

A série de encontros "Janta - Comida Queer, Política Queer" promove o encontro entre diferentes atores na cidade para discutir, uma vez por mês, a perspectiva queer quando o assunto é urbanismo e a cidade.

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Caminhada pelo centro / a walk in the city center

Caminhada pelo centro / a walk in the city center

Idealizada pelo curador Thiago Carrapatoso, a caminhada pelo Centro de São Paulo teve como principal objetivo retomar a história LGBT+ na região através do compartilhamento de experiências pessoais. É valendo-se das vidas reais de moradores locais que se pode entender e definir as referências culturais LGBT+ que estão caindo no esquecimento por causa do interesse crescente do mercado imobiliário na região. O ator Paulo Goya conduziu a caminhada e contou suas experiências, indicando os lugares que frequentava no passado e mostrando a relação intrínseca entre o centro da cidade e a história LGBT+. A Rede Paulista de Educação Patrimonial (Repep) participou explicando sua nova metodologia para proteger o território da especulação imobiliária através da cultura imaterial.

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