PASSEIO URBANO – Bela Vista

Por Carina Paoletti
Pensar a cidade a partir da experiência que se faz com o corpo presente nas ruas. Nos juntamos no dia 25 de maio a convite do Instituto a Cidade Precisa de Você para participar de mais uma edição do PASSEIO URBANO, desta vez, com o Coletivo Micrópolis, grupo de Belo Horizonte que atua desde 2010 na fronteira compartilhada entre a arquitetura, o urbanismo, o design, a ação cultural e a pedagogia. Em residência no mês de junho na Vila Itororó, o coletivo propôs desenvolver um projeto durante a estadia no bairro da Bela Vista que consiste em um conjunto de investigações, ocupações, uma exposição e um protótipo de publicação. O intuito é investigar o que significou e o que pode significar morar na Vila Itororó, tanto em seu histórico residencial quanto em sua perspectiva atual de centro cultural.
Convidamos então os integrantes para conhecer os meandros da região, desde a Vila Itororó até o Condomínio 14 Bis, na Paim, local onde será desenvolvida grande parte das atividades do Lanchonete.org nos próximos dois anos. A caminhada trouxe interessados em vivenciar o bairro através de um convite a pensar a cidade e sua cultura como modo de vida, ao olhar seus hábitos cotidianos.
Se juntaram a nós integrantes da Associação NovoOlhar, que mantém uma agência de conteúdo formada por jovens de 14 a 21 anos direcionada aos temas locais do bairro da Bela Vista, pessoas que acompanham a transformação da Vila Itororó, pessoas que incentivadas pela proposta se sentiram estimuladas a caminhar pela cidade e descobrir mais sobre ela, participantes engajados em projetos autorais como o Coletivo Etinerâncias e Red. Comadre.org.
Um grupo disposto a olhar e entender sobre uma região tão peculiar e característica.
Além da paisagem do bairro, que mantém tradições fortes de diversas partes do Brasil, tanto nos bares e estabelecimentos quanto nos habitantes e frequentadores destes ambientes marcados pelo regionalismo, o caminho pelas ruas da Bela Vista até o Bixiga mostra também o surgimento de centros de cultura e resistência, que sobrevivem com o apoio coletivo. A Casa 1 é um exemplo disso, centro cultural e de acolhimento de LGBTs em situação de risco, ela promove atividades diárias, dentre aulas de canto, inglês e debates abertos para o público em geral.
Confira as imagens do percurso.
Crédito: Leandro Moraes
